Houveram 3 evoluções a administração pública por meio de três modelos que foram: patrimonialista, burocrático e gerencial.
Onde o patrimonialismo confundo o patrimônio público com o patrimônio privado, a burocracia trás um outros olhar com regras para garantir a legalidade. Já o modelo gerencial, por sua vez, tem como foco a eficiência e a transparência para entregar resultados ao cidadão.
Quais são os principais modelos de administração pública e como eles impactam a eficiência e a transparência na gestão dos serviços públicos?
16/07/2026
DELVO RESENDE
Modelos de administração pública: Patrimonialismo - total confusão entre patrimônio público e privado. O Estado é gerido como se fosse uma estensão dos bens do governante (prática de nepotismo, clientelismo e corrupção). Burocracia - poder racional-legal, bases na impessoalidade, hierarquia rígida, formalismo e controle prévio dos processos para garantir a legalidade e o profissionalismo no funcionalismo. Gerencialismo - foco na eficiência, descentralização e obtenção de resultados. Inspirado no setor privado, autonomia aos gestores públicos e controles com avaloiação e contratualização de metas (fins). Nova governança: gestão em redes integradas de cooperação, governo, setor privado e sociedade civil. Tomada de decisões compartilhadas.
Impactos:
Patrimonialismo: ineficiência e ausência de transparência .
Burocracia: Combate à corrupção patrimonialista com instituição da impessoalidade, legalidade e transparência formal. Essa rigidez geram lentidão, reduzindo a eficiência operacional da gestão
Gerencialismo: Melhora eficiência, pois tem foco em resultados, agilidade, descentralização e no cidadão-usuário. Moderniza a transparência e a prestação
Nova Governança: maximiza a eficiência e a transparência ativa ao articular o Estado, o setor privado e a sociedade em redes de cooperação. Ao cidadão compete também coproduzir soluções públicas e atuar diretamente na tomada de decisões e fiscalização social.
Os principais modelos de administração pública são: patrimonialismo, burocracia, gerencialismo e Nova Governança. O patrimonialismo não é eficiente nem transparente, visto que, nesse modelo, o público se confunde com o privado, prevalecendo os interesses do gestor em detrimento do coletivo. A burocracia favorece a meritocracia, a impessoalidade e a legalidade; no entanto, é morosa, ou seja, pouco eficiente e pouco transparente. Já o gerencialismo cria métodos de participação popular e avaliação dos resultados da administração pública, tornando-se mais transparente e eficiente do que os demais modelos. Por fim, a Nova Governança incorpora os avanços do gerencialismo e promove uma maior colaboração entre o Estado, o setor privado e a sociedade civil, trazendo mais transparência e eficiência.
Os principais modelos de administração pública são: Patrimonialista, Burocrático e o Gerencial (ou Nova Gestão Pública).
Eles impactam a eficiência e a transparência variando o foco entre o controle estrito de processos (burocracia) e a busca por resultados com transparência (gerencial), evoluindo de uma gestão privada do bem público para uma focada no cidadão.
Modelo Patrimonialista: As barreiras entre o público e o privado são tênues, resultando em baixa transparência, nepotismo e corrupção. A eficiência é inexistente, pois a gestão visa interesses pessoais.
Modelo Burocrático: Foca na legalidade, impessoalidade e hierarquia para combater o patrimonialismo. Aumenta a transparência através de procedimentos formais e registros, mas a eficiência pode ser baixa devido à lentidão e excesso de normas ("formalismo").
Modelo Gerencial (ou Nova Gestão Pública - NGP): Foca em resultados, eficiência, descentralização e transparência.
Utiliza metas, avaliação de desempenho e controle social, aproximando a gestão pública de técnicas privadas para aumentar a produtividade e a prestação de contas (accountability).
Modelo Societal/Governança pública: Foco na participação cidadã, controle social e transparência ativa, visando a melhoria contínua e a co-produção de serviços.
Os principais modelos de administração pública são o patrimonialista, o burocrático e o gerencial, cada um com características próprias e diferentes impactos sobre a eficiência e a transparência dos serviços públicos.
O modelo patrimonialista é o mais antigo e caracteriza-se pela ausência de separação entre o patrimônio público e o privado. Nesse modelo, cargos públicos muitas vezes são utilizados para interesses pessoais, favorecendo práticas como nepotismo, clientelismo e corrupção, o que reduz a eficiência administrativa e compromete a transparência.
O modelo burocrático surgiu para combater os problemas do patrimonialismo. Baseado nas ideias de Max Weber, valoriza a legalidade, a impessoalidade, a hierarquia, a profissionalização e o controle rígido dos processos. Esse modelo aumentou a transparência e o controle sobre os atos administrativos, reduzindo abusos e favorecimentos. Entretanto, o excesso de formalismo e burocracia pode tornar a administração lenta e pouco eficiente.
Já o modelo gerencial, também chamado de Nova Gestão Pública, busca maior eficiência, qualidade e foco em resultados. Ele prioriza a descentralização, a avaliação de desempenho, a flexibilidade administrativa e o atendimento ao cidadão como usuário dos serviços públicos. Esse modelo tende a aumentar a produtividade e melhorar os serviços oferecidos à população, além de incentivar maior transparência por meio de indicadores e controle de resultados.
Assim, cada modelo influenciou a evolução da administração pública, buscando equilibrar controle, eficiência, transparência e atendimento às necessidades da sociedade.
Quais são os principais modelos de administração pública e como eles impactam a eficiência e a transparência na gestão dos serviços públicos?
18/03/2026
Amanda Moura
Os vídeos abordam os principais modelos de administração pública — patrimonialismo, burocracia e gerencialismo —, aos quais se pode acrescentar, de forma complementar, a Nova Governança Pública.
O patrimonialismo caracteriza-se pela ausência de distinção, por parte dos governantes, entre o patrimônio público e o privado, o que favorece práticas como a falta de transparência, a ineficiência administrativa e o uso indevido de recursos públicos.
A burocracia, por sua vez, representa um avanço em relação ao patrimonialismo, ao introduzir princípios como formalidade, impessoalidade e profissionalização. Contudo, embora contribua para maior racionalidade administrativa, esse modelo ainda apresenta limitações, como a baixa transparência e a ineficiência decorrente do excesso de formalismo e da rigidez das rotinas, o que pode dificultar o atendimento ao público e gerar conflitos.
O gerencialismo surge em resposta à necessidade de redução de custos e aumento da eficiência no setor público, evidenciando as limitações do modelo burocrático tradicional. Esse modelo enfatiza a gestão por resultados, a eficiência, a accountability e a ampliação da participação do cidadão, promovendo avanços em termos de transparência e efetividade na prestação dos serviços públicos.
Já a Nova Governança Pública amplia essa perspectiva ao valorizar a atuação colaborativa entre Estado, setor privado e sociedade civil. Esse modelo destaca a importância da participação cidadã, da transparência e da construção conjunta de soluções, com foco em resultados mais eficazes e socialmente orientados.
Por fim, cabe destacar o papel do governo digital como uma transformação relevante na administração pública contemporânea. Por meio do uso estratégico das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), o governo digital contribui para o aumento da eficiência e da agilidade na prestação de serviços, além de fortalecer a transparência, a accountability e a participação cidadã.
Os principais tipos modelos de administração pública são o patrimonialista, burocrático e gerencial que evoluíram para abordar falhas na eficiência e transparência, passando do uso pessoal da máquina pública para o foco em resultados e accountability prestação de contas.
Os principais modelos de administração pública estudados são: o patrimonialismo; o burocracia; o gerencialismo; e Nova Governança Pública e o Governo digital.
Os principais modelos de administração pública estudados no curso são o patrimonialismo; o burocracia; o erencialismo; o NGP - Nova Governança Pública e o Governo digital.
O modelo patrimonialista caracteriza-se pela confusão entre o público e o privado, favorecendo o nepotismo e a corrupção, o que reduz a transparência e compromete a eficiência.
Já o modelo burocrático, baseado em regras rígidas, hierarquia e formalidade, trouxe maior controle e impessoalidade, aumentando a transparência, mas muitas vezes gerando lentidão e pouca flexibilidade.
O modelo gerencial busca resultados, metas e desempenho, promovendo maior eficiência e qualidade nos serviços. Além disso, o gerencialismo incentiva a transparência ao adotar indicadores de desempenho e prestação de contas.
A nova governança pública propõe um equilíbrio ao promover a eficiência e a transparência por meio da colaboração entre o Estado, o setor privado e a participação ativa dos cidadãos na tomada de decisões e no controle social. O Governo Digital propõe tecnologias modernas como o uso de IA - Inteligência Artificial em benefício da sociedade.
Os principais modelos de administração pública que moldam o Brasil e o mundo são basicamente três, que convivem misturados na prática.
Primeiro, o patrimonialismo: o Estado é tratado como propriedade do governante ou de grupos próximos. Cargos viram moeda de troca, decisões favorecem aliados, o público se confunde com o privado. Isso mata a eficiência porque o foco é no interesse pessoal, não no bem comum, e destrói a transparência com práticas escondidas e corrupção facilitada.
Segundo, a burocracia weberiana: surge para combater exatamente isso. Regras claras, impessoalidade, concursos, hierarquia, separação rígida entre público e privado. Na teoria, traz muita eficiência por previsibilidade e profissionalismo, além de transparência por tudo ser documentado e fiscalizável. Mas na prática pode virar rigidez excessiva, lentidão e foco em processos em vez de resultados.
Terceiro, a gestão por resultados ou nova gestão pública: aparece nos anos 80/90 como tentativa de deixar a burocracia mais ágil. Foco em metas, no cidadão como cliente, autonomia para gestores, competição, medição de desempenho, eficiência com menos custo. Melhora a entrega de serviços reais, pressiona por resultados concretos e aumenta a percepção de valor pelo dinheiro público. O risco é virar gerencialismo vazio, priorizar números baratos em vez de equidade e esquecer que o Estado não é empresa.
No Brasil, o que temos é um híbrido bagunçado: estrutura burocrática forte em alguns pontos, resquícios patrimonialistas profundos e toques de gestão por resultados em iniciativas modernas. Isso cria um governo que é lento por excesso de regra, poroso por favoritismo e às vezes eficiente só em partes isoladas.
O impacto real na eficiência e transparência depende do equilíbrio: quanto mais o patrimonialismo domina, pior tudo fica. Quanto mais a burocracia protege contra abusos e a gestão por resultados empurra para entrega, melhor o serviço chega na ponta. O desafio é fortalecer o que funciona sem deixar o velho jeitinho corroer por dentro.